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Ups, I have a home to care

Um filme de terror/comédia chamado: Uma Tarde com a Família no Supermercado

Estepost podia bem ser o esboço de um qualquer guião de filme de terror ou comédia, mas não passa do simples relato da minha tarde de domingo passada nas compras com a família.

Vamos nós ao supermercado, aquele cujo velhinho slogan nunca desaparecerá das nossas memórias - "Não invente, vá ao..." (digam lá que não ouviram a voz do anúncio nas vossas cabeças?) - adiante, vamos nós ao supermercado e eis que me lembro que não levo comigo os vales de desconto do cartão de fidelização. Sou uma pessoa dada a poupanças, não vou desperdiçar os tostões que posso deixar acumulados em cartão para uma futura compra. Felizmente esta cadeia de supermercados dispõe de um aparelho que com uma simples leitura do código barras do cartão nos imprime os vales.

Dirijo-me à dita máquina, coloco-me atrás das três ou quatro pessoas que estão ali para o mesmo. Vejo que a primeira passa o cartão, a máquina demora horas a ler e acaba por dizer que não conseguiu concluir a operação. O homem solta um "filha da mãe" e vai-se embora. O seguinte passa cartão, espera... espera... e mais do mesmo. Não será uma pessoa de desistir à primeira e tenta de novo. Nada outra vez. Repete-se tudo até que chega a minha vez. E nem o facto de ter visto que ninguém tinha conseguido imprimir me demoveu e muito confiante lá vou eu com o meu cartão com ares de o vosso cartão não deu, mas o meu vai dar. Então não era... Tiro senha, e 15 números depois chamam o meu. "Era possível imprimir-me os vales do cartão, por favor" peço eu educadamente, "Tem a maquina para isso" responde-me uma voz rezingona e desinteressada, expliquei que a máquina não está a dar e duvidando de mim levo de resposta "Impossível, esteve a dar até agora". Ora não começamos lá muito bem, mas piora tudo quando a senhora me diz "Eu não lhe imprimo os vales, se os quer tente aí na máquina até que ela volte a dar" What??!! Tentamos e tentamos, outras pessoas tentavam também. Eis que um homem pergunta se não seria mais fácil reiniciarem a máquina em vez de estarem a gozar com os clientes. No meio de correrias de empregados de lá para cá, bocas e asneiradas de clientes a máquina acorda.

Entro no supermercado contente com a minha vitória, com os meus cupões na mão. Passo no corredor das hortaliças, leite, bolachas e... uma criança está numa birra desenfreada que se deve ouvir até do lado de fora do supermercado. Dou a mão à minha filha  e lanço-lhe um olhar como que a dizer não te atrevas a fazer o mesmo". O meu marido desaparece pelo corredor dos pickles e entrega o carrinho nas mãos da filha, que corre atrás dele. Eu fiquei-me pelo corredor dos enlatados e só os volto a avistar junto das garrafas de vinho. OMG, ele deixa a miúda "conduzir" o carrinho por aquele corredor. Coração de mãe treme só por o filho passar naquele corredor quanto mais tendo um carrinho nas mãos. Só me ocorria uma visão tipo dominó a cair. Por momentos esqueço-me do sítio onde estou e mando um berro para que parem. Quando me apercebo, já tarde, estão uns folanos quaisqueres a olhar para mim como se fosse uma doida. Tomo posse do carro e dou um raspanete a pai e filha, que irresponsabilidade. E se ela tivesse ido contra a prateleira? E se tivesse ido parar tudo ao meio do chão? E se...? Há sempre os 'ses.

Dou ainda uma passada pelo corredor dos congelados, há mais um ou outro vale prestes a expirar e vou aproveitar para os gastar. Na hora de ir para a caixa, optamos pela senhora com a cara de mais simpática para não ouvir da boca da funcionária que registar aqueles vales dá muito trabalho, como outrora já ouvi.

É a nossa vez de colocar as compras, a esta altura está a minha filha tipo rádio a dizer que tem fome, e eu a repetir que já saíamos e ela já ia poder lanchar. Aparece uma fulana vinda não sei de onde com um pacote de leite e uma alfaca, "desculpe, podia-me dar um jeitinho? Só tenho estas 2 coisas". Por mim dizia-lhe logo que há caixas específicas para quem leva poucas unidades, mas o meu marido que gosta de dar uma de bonzinho nestas horas deixa-a passar. A alface não foi pesada na frutaria... e a minha filha repete que tem fome. Há que esperar que a bendita da alface regresse à frutaria e volte. Na espera está ainda a senhora de traz que quase se pendura no meu ombro para ver o que se passou para a caixa ter parado. (Tira daí o nariz, tás a bafejar-me nas orelhas). Chega a minha vez, as minhas compras, praguejei umas quantas vezes por o meu marido ter dado aquele jeitinho. Despachei-me e prometi que tão cedo não tornava às compras a um domingo à tarde, mas que remédio o meu de não ser assim.

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