Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ups, I have a home to care

Chamada recebida - escola dos filhos

Fim de almoço, toca o telefone. Olho o ecrã e vejo que é da escola da minha filha. Não sei como é convosco mas comigo é uma aflição tremenda quando vejo aquele número no ecrã.

Atendo. E do outro lado soa uma voz que nos deixa na dúvida se fala com tom de preocupação ou se é apenas antipatia: -Boa tarde, estou a ligar da escola tal. Estou a falar com a mãe da menina I.?

E naquele segundo que demoro a responder, tenho um mini ataque cardíaco, o meu corpo gela, mil cenários de desastres possíveis de acontecer num recreio passam-me pela cabeça, até que com preocupação e receio do que me vão dizer do outro lado respondo "Ss...ss...sim", e a fulana ao telefone diz: "É para avisar que a sua filha não vai ter aula de inglês, se tiver disponibilidade pode vir buscá-la mais cedo".

Ufaaaaa!

E convosco também é assim? Também ficam a mil, também gelam, quando recebem uma chamada da escoola dos filhhos?

 

Entreter as crianças nas férias

Começaram as férias de Páscoa e com isso as dores de cabeça do costume: como ocupar o tempo dos nossos pestinhas?

 

Cá por casa recorremos muito às artes plásticas para tardes bem animadas. Desta vez aumentamos um pouquinho o grau de dificuldade, e fizemos uma toca para os coelhinhos de chocolate desta Páscoa.

 

Usamos um balão, novelo de linha, cola branca e laca de cabelo.

 

Começamos por enrolar a linha em volta do balão, cubrindo-o o mais possível.

Quando terminar, pincele todo o balão com cola branca e deixe secar à sombra. Umas horas depois volte a pincelar com cola novamente. Deixe secar de um dia para o outro.

Com uma agulha fure o balão, e com uma tesoura faça uma abertura para a toca. Vaporize com laca de cabelo.

Depois é só decorar a gosto.

 

Por ca, a nossa toca fez muito sucesso :D

 

Não quero ir para a cama!

Dúvido que haja alguma mãe ou pai que nunca tenha escutado esta frase. Há fases para tudo no desenvolvimento das crianças, incluindo a fase em que para os colocar na cama é um bico de obra.

Por cá, tentamos contornar isso com uns minutinhos em que eu lá a vou levando, entre brincadeiras, para a cama. Sento-me à sua beira e leio uma história para ela. Mas não é ler de ler, não é ler de despejar palavras. É ler e interpretar, representar, fazer figuras, vozes, caretas. Aquelas coisas que todos os pais já fizeram.

Depois de um "Perlimpimpim a história chegou ao fim" (no meu tempo era Vitória, vitória, acabou-se a história), um beijo de boa noite e ela lá fica.

Em pequenininha era bem mais fácil levá-la para dormir. Agora quer só quer ser como os adultos, fazer o que os adultos fazem: -se tu e o pai ainda não vão para a cama, porque é que eu tenho de ir já? - um dia ela vai desejar que o tempo não tivesse passado tão depressa.

Lanches da escola #2 - Queques de laranja

E mais um domingo se passou no conforto do lar, no aconchego da família. Adoro estes dias de Outono, em que chuvisca lá fora, e nós cá dentro, quentinhos, a partilhar uma manta no sofá enquanto assistimos algum filme de animação.

E como vem sendo hábito aos domingos, desde que a escola começou, houve tempo para se preparar os laches da semana. Esta semana haverão queques de laranja para levar na lancheira. Ficaram deliciosos. E o cheirinho a bolo acabado de cozer espalhado pela casa, nestes dias de chuva, sabe ainda melhor.

 

Queques de Laranja

- raspa e sumo de 1 laranja;

- 150 gr. de manteiga derretida;

- 150 gr. de açúcar;

- 2 ovos; 

- 150 gr. de farinha para bolos;

- 1 colher de café de fermento;.

 

Começa-se por bater bem a manteiga com o açúcar, até que fique um creme esbranquiçado. 

Junta-se os ovos ao preparado, seguidos pela farinha e o fermento. Bate-se muito bem. Acrescenta-se o sumo e a raspa da laranja e volta-se a mexer.

Forram-se formas de alumínio com forminhas de papel e deita-se nelas o preparado dos queques.

Vai ao forno, a cerca de 180ºC, +/- 15 minutos.

Bom apetite!

 

SAM_2143.JPG

 

Regresso à rotina...

... ou regresso às aulas, como queiram chamar.

Começa um novo ano lectivo, novas metas, novos livros, nova professora. Há tanto de novo neste dia como de receio e angústia no meu coração de mãe. Deve ser sentimento comum em todas as mães e pais, mas para quem tem filhos inseguros como é a minha princesa, entenderá melhor o receio de tanta mudança e adaptação.

Eles têm de crescer, bem sei. Têm de sair debaixo da asinha da mãe, também o sei. Talvez o facto de estarem alheios ao motivo do porquê de mudarem de professora seja melhor para eles. Afinal, nem um adulto gosta de ouvir que foi a professora que decidiu não continuar com aquela turma pois foram colocados nela meninos que reprovaram, meninos com comportamento mais irrequieto. O impacto que isso teria na cabeça destas crianças de 7 anos podia não ser bom... ou até fosse neutro e sou só eu que estou para aqui preocupada.

Mas o que me assusta verdadeiramente é que a cada ano lectivo que começa me apercebo que as crianças já não têm tempo para serem crianças. Entram na escola às 9 da manhã e saem às 17h30. Têm intervalos minúsculos de 15 minutos, em recreios que acompanham a minusculidade do intervalo, pois começam a dar lugar a salas que foram "acrescentadas" à escola, para acolher mais uma turma gigante de meninos que vêm das suas aldeias e viram as suas escolas fechadas. Não há espaço nem tempo para brincar, espernear, correr e saltar. O que importa é cumprir as metas curriculares, brincar... isso tem tempo... quem sabe um dia... quando forem adultos.

É por isso que aproveito e espremo ao máximo o tempo que passo com a minha filha. Não prescindo de a ir buscar à hora de almoço, sentar-me à mesa com ela e conversar. Dar-lhe o restante tempo do almoço para ela brincar e ser o que é: uma criança. E custa-me ver que há pais que de forma dura e crua "depositam" os seus filhos na escola o mais cedo que podem, preferem estar o dia todo sossegadinhos em casa a fazer nenhum, e vão buscar o filho à escola o mais tarde que podem. 

Mas lamentações, receios, e todo o misto de sentimentos que o meu coração apertadinho sente neste momento... tudo isso à parte, espero que seja o inicio de mais um ano lectivo de sucesso para todos os pais. Acompanhem os vossos filhos. Ajudem-nos nos trabalhos de casa (isso não quer dizer para fazerem os trabalhos por eles), briquem com os vossos filhos, leiam-lhes histórias, aproveitem enquanto têm as vossas crianças.

Beijinhos desta mãe

 

back-to-school-1416942-661x380.jpg

 

 

 

Nas férias tudo vale

As férias de Verão caminham a passos largos do fim. O meu coração começa a apertar, está cada vez mais próximo o regresso às aulas e isso deixa-me angustiada. Para ela, aproxima-se o dia de voltar a estar com os amigos, de estrear cadernos com cheiro a novo, abrir os novos livros. As férias começam a deixá-la cansada, sem capacidade criativa para ocupar os dias. Mas juntas vamos dando a volta e inventando mil e uma tarefas para preencher e bem, estes dias. Hoje por cá, foi dia de dar nova vida ao frigorífico, com pinturas fresquinhas. Uma verdadeira coleção de arte de desenhos alusivos ao verão.

E vocês, como têm ocupado os vossos pequenotes nestas férias?

SAM_1895.JPG

 

DIY - Mala Doutora Brinquedos

Hoje falo-vos sobre uma das minhas paixões: trabalhos manuais. Adoro a possibilidade e com as minhas próprias mãos criar coisas, dar nova vida a materiais velhos, a possibilidade de criar. Adoro todo o tipo de trabalhos manuais mas no topo das minhas preferências está a pintura em tecido. Mas não é pintura em tecido que hoje vos mostro :P

Um dia destes, a minha filha dizia-me que gostava muito de receber a mala da doutora brinquedos. Ela tem já idade para perceber a noção de caro e barato, e eu tentei explicar-lhe que se pelo Natal eu continuasse desempregada não havia possibilidades de lhe oferecer isso, mas se eu já trabalhasse, estava prometido como presente. Ela abraçou-me forte e disse "Esquece mãe, és a melhor mãe do mundo e isso é o melhor presente!" <3 Derreti-me!

Aquilo andou-me às voltas na cabeça e lembrei-me, porque não ser eu a fazer-lhe a mala da doutora brinquedos? Será feita com muito amor, e terá muito mais valor. Esta noite enquanto ela dormia, eu costurava feltro, colava EVA, enchia-me de purpurinas, tudo para quando ela acordasse, a surpresa estar pronta para ela. 

Ficou bonito o resultado final, artesanal, feito com muito amor. E não gastei mais que 5€ a fazer.

SAM_1926.JPG

 

SAM_1927.JPG

 

SAM_1928.JPG

 

SAM_1929.JPG

 

SAM_1931.JPG

 

Preciso de férias... Já!!

Há dias em que me apetece "sair do meu corpo", desaparecer por algum sítio, com algumas pessoas. Pessoas diferentes... há dias que me apetece tirar férias da minha família, do meu papel de esposa, do meu papel de mãe. Há dias que me apetece tirar férias de mim mesma! Hoje é um desses dias.

Hoje eu não posso ver ninguém à frente, qualquer gesto, por mínimo que seja, me irrita, tira-me do sério. Hoje, não posso sequer ouvir mais a voz da minha filha (e isto ainda me faz sentir pior, e sentir-me um fracasso como mãe, como pode uma mãe não aguentar mais ouvir a filha?).

Hoje, ontem, anteontem... 3 dias seguidos de nervos, ralhetes e castigos, seguidos de sentimento de culpa, vontade de fugir e chorar. 

Eu entendo, juro que entendo que as férias escolares são complicadas para pais e filhos. É uma mudança de rotina abrupta. Mas não é disso que se trata. Hoje não me apetece sequer tratá-la por princesa no post. Desculpa filha, mas hoje serás a M., hoje és uma pestinha, um diabinho vestido de rosa. 

A M. é uma menina muito protegida e mimada, confesso. Há aqui na rua uns dois ou três meninos/as da escola dela que todas as noites vão para brincar uns com os outros e até à 3 dias atrás, a M. ficava a vê-los, ou ficava na brincadeira comigo. 

Mas à 3 dias atrás, eles tocaram à campainha para a chamarem para a rua e o pai imediatamente aprovou. Lá foi ela. Até aí não vi nenhum problema, eles estavam a brincar aqui na porta do prédio. Moramos numa vila calma, uma zona rural sem grande trânsito ou confusões.

Mas eis que começa um entra e sai para minha casa, ora querem ver um dvd,  que mal se liga já está a ser ignorado porque entretanto já estão a jogar PSP, há berros, e a PSP que afinal de contas tem um jogo que não apetece jogar e troca-se o cd do jogo sem desligar... e mais berros, mas afinal não é PSP que apetece jogar e vamos para o terraço, e berros. 5 minutos no terraço e voltam para dentro de casa... aos berros, e voltam a sair, e voltam a entrar, e a sair e... CHEGAAAAA! A mãe dos outros colegas não os deixam ir brincar na casa delas, a minha casa não é nenhum A.T.L., aqui não é nenhum campo de férias nem algo que se pareça.

Conversei com a M. e expliquei que assim não podia ser. Eu dei-lhe a liberdade para ela estar na rua a brincar, mas não podia mais trazer os amigos para casa. Ordem completamente desrespeitada. 3 dias disto, 3 dias de dores de cabeça, de frustração porque quero muito que ela conviva, aprenda a ser autónoma, tenha amigos, brinque. Mas há regras e limites e ao impô-los sinto- que lhe estou a privar tudo o que mencionei. 

Hoje, a campainha de casa, que também já testou bem os meus limites de paciência, não parou de tocar desde as 9h. E eu obriguei-a a ir lá, e dizer que estava a fazer trabalhos da escola e não podia. 15 minutos depois a campainha, e não. Outros 15 minutos e tudo de novo. Apreeee!!! Todo o dia nisto. Estou cansada, estou frustrada. Apetece-me chorar, chorar muito. Sinto-me uma péssima mãe que não se sabe impor e, quando me imponho ocorrem-me 1001 pensamentos. E se um dia ela não conseguir conviver socialmente, eu serei a culpada? Ela não sabe brincar, eu sou a culpada! E se... e se... chega. Estas férias mal começaram e já começaram mal.

Ansiosa que chegue Julho. Já que não posso tirar férias de mim mesma, férias da minha família, levo a família comigo de férias.

Hoje sinto-me uma péssima mãe por ter estes pensamentos, por não ser sequer capaz de chamar a minha filha de princesa. Mas as princesas não se portam assim. 

Este é apenas um desabafo, de uma mãe à beira de um ataque de nervos, em plenas férias escolares. Não serei a única pois não?

 

 

 

 

 

Uma semana que valeu por um mês

Finalmente fim de semana! Finalmente a pestinha em casa para me fazer companhia.

Esta semana foi difícil de passar, se foi... não há nenhum motivo específico, não há ninguém que possa culpar, não há nada... há uma mãe com os nervos em franja... há uma esposa sem paciência... há uma mulher com os sentimentos à flor da pele. Esta semana todos me incomodavam, eu incomodava-me a mim própria.

Não tive a paciência de outros dias, outras semanas, para as brincadeiras com a minha filha, não tive a palavra de conforto para dar ao marido nos problemas dele. Desabei.

Não posso ser sempre o pilar de todos e demonstrar sempre que sou forte. Não sou!

Não consegui recebê-los todos os dias de sorriso no rosto como se estivesse bem. Não estou!

E isso frusta-me. Ai se não.

Começo a saturar de estar em casa (estou desempregada à 2 anos e meio, ainda não disse). Sinto-me uma peça da mobília. Uma peça inútil, ancorada nos outros, dependente do marido. Odeio!

Felizmente a semana está a terminar. Amanhã é sábado e teremos vida cá em casa, uma princesa pirata a saltitar por todo o lado, a impingir-me que veja com ela a Violetta (mãe faz sacrifícios), a deixar barafunda por todo o lado, a encher-me de beijos e de "adoro-te mãe" que me enchem o coração.

Bom fim de semana a todos

 

 

P.S.: O Alvin já apareceu :D

O desaparecimento do Alvin

O Alvin desapareceu!! Sabem o que isto significa? Vem aí uma noite de inferno, uma noite de choradeira, uma noite sem dormir.

O Alvin (de Alvin e os esquilos) é um minúsculo peluche, mais pequeno que um telemóvel, que ela não o larga NUNCA!! Mas é que nunca mesmo. Ela dorme com o Alvin... ela come com o Alvin... ela vai para a escola com o Alvin... ela tudo com o Alvin... Quantas vezes já não lhe explicamos que se ela gosta tanto assim de aquele boneco o melhor é não o levar para a rua, deixá-lo sempre quietinho sob a cama dela, e assim sabe sempre onde ele está. Já o perdeu umas quantas vezes, a sorte é que foi sempre dentro de casa (às vezes a casa parece que tem buracos) ou em casa de amigos e devolvem-lhe o boneco. Mas e se um dia ela o perder na rua?

Hoje, como todos os dias, andou com o Alvin por toda a casa, trouxe-o para a mesa para jantar, terminou os trabalhos de casa com o Alvin, lavou os dentes com o Alvin, deu umas corridas com o Alvin, vestiu o pijama com o Alvin e deitou-se com... onde está o Alvin?? Mãeeee o Alvin desapareceu, e lá vêm as lágrimas. Mãe que é mão trata logo de virar a casa à procura do minúsculo boneco (onde andas desgraçado?). Empurra-se a cama para ver se não caiu o boneco para ali e... f*$#%& entalo o dedo que esfola um pouco e deita sangue. Se ela já lacrimejava a esta altura desata num choro terrível.

Adormeceu a soluçar porque o Alvin não apareceu, com a promessa de que o vou procurar novamente amanhã.

Isto não se faz Sr. Alvin, não mesmo. Não se brinca assim com os sentimentos de uma criança. Deves ter vida própria, é que só pode, mas isso não te dá o direito. Não dá!

Se alguém o vir por aí, por favor avise-o de que está uma criança a chorar de saudades.

 

tuxpi.com.1429135579.jpg